O amor nunca é demais. Só o tempo nos trai.

O amor nunca é demais. Só o tempo nos trai.

Regresso sempre ao conforto das águas mornas. O meu repouso serás mesmo quando já não estiveres presente. Depois de ti será apenas a espera.

Regresso sempre ao conforto das águas mornas. O meu repouso serás mesmo quando já não estiveres presente. Depois de ti será apenas a espera.

Ilusão que não foi de ótica. 

Ilusão que não foi de ótica. 

Love is all there is.

Love is all there is.

Miséria

Não percebo a miséria das palavras que me ocorrem.

Sinto a ausência das palavras feitas de saber, de ordem, de persistência.

Não estou prenhe dessas, mas vazia. Não estou presente dessas, mas passada.

Tudo me passa sem ser ao largo. Passa resvés, deixa marca, arrasta-me e vai embora. Não me leva as palavras porque não as tenho. Se as tivesse também mas levava.

Para que preciso eu dessas palavras? Quem me iria ler, se não tenho quem?

Melhor será levar todas as palavras comigo. Mesmo as que já saíram de mim. Aquelas que pari em momentos prenhe. Não há quem importe para ler as minhas palavras. Deixo-me esquecida não só de palavras, mas também de sonhos ou de alguma euforia. Para quê?

O amor é tudo o que há. O que resiste para além das palavras. Quando se esgotar com as palavras, deitar-me-ei à espera do momento.

Só que me esqueci que o momento passou, passa e vai passar mais depressa do que alguma vez imaginei.

sacred space

sacred space

apocalypsex:

im laughing so hard this is genius 

super!

apocalypsex:

im laughing so hard this is genius 

super!

(via xdreams-be-dreamsx)

For my love in Heaven

For my love in Heaven

A flor

_Mãe, mãe, a flor está no céu!

_Filho, que céu? Tens cada uma! As flores estão aqui na terra.

_Não, mãe! – teimou a criança num pranto. – Está nas nuvens!

_Vamos olhar para o céu os dois. – ordenou a mãe pacientemente. – Ali estão as nuvens, o céu, os pássaros que passaram agora, viste? As flores não crescem no céu assim como as nuvens não crescem na terra.

Terra-a-terra como sempre fora, ostentou a sua objetividade, esquecendo-se do ciclo da água, da imaginação e até do vento.

_Mãe, chega aqui. Olha! – pediu o filho apontando a mão para o lago bordeado de flores. – Vês a flor nas nuvens?

A mãe viu o reflexo do céu na água, seguiu a pequena mão completamente aberta do seu rebento e suspirou de alívio:

_Tens razão! Já percebi. Há flores que nascem no céu. São flores especiais como tu, meu amor.

A partir desse dia, prometeu a si própria deitar fora a lógica sempre que estivesse a conviver com o filho para que não entrassem em rota de colisão.

Não depende a felicidade do entendimento mútuo entre as pessoas?

With(Out) You

With(Out) You

Em falta

Seria inevitável que as cores se confundissem. Se transformassem em preto e branco.

Se aniquilassem umas às outras para se aniquilar a alegria e a fantasia.

Seria inevitável acabar com os sorrisos, os risos e os beijos para que não pudéssemos mais sentir que a vida tem dessas coisas ou dessas visões surreais que nos permitem resistir (talvez apenas subsistir).

Submersos em falácias, deixemos que tudo continue assim.

Porque não?

Ou porque não olhamos para trás? Porque não olhamos a verdade? Por que razão temos tanto medo de sofrer? A dor não dói assim tanto se nos prepararmos para ela.

Queremos acreditar. Acreditemos.

Queremos duvidar. Duvidemos.

Nunca nos deixemos trair por essa ilusão de que a felicidade existe. Existe? Onde?

Que crianças! Que flores! Que mares! Que amores!

Não há nada! Absoluto que negamos a nós mesmos.

A realidade é a gota de água que cai sincronizada da torneira em som pendular irritante hipnótico.

A realidade é amanhã ser um dia diferente indefinido.

A realidade é morrermos aos poucos em cada minuto que passa com passos que não contamos.

A realidade é amanhã já não sermos. A realidade é não atirarmos areia aos olhos.

A realidade é a solidão de cada eu.

A realidade é não haver realidade além de nós.

Seria mesmo inevitável a ausência de cores. A partir dessa ausência todas as ausências fariam sentido, incluindo a nossa.

littledavidboy:

“On the first day of the year
My aim was so clear
I could see the line on the horizon
I got it all made
Brave, unafraid
On the first day, on the first day”

Não me falem com palavras feitas
De ti 
Apenas palavras novas 
inventadas 
puras
serão permitidas para te escutar 
Há seres que se inventam em cada minuto que passa
Outros há que permanecem em escuridão 
Tu és dos primeiros
Daqueles que se envolvem na magia do acordar
Se despedem sem dizer adeus 
E morrem com a dignidade da coragem
A lucidez de quem não crê em mais nada 
À exceção do seu imenso amor
Um pássaro não finge a morte
E tu também não a soubeste fingir nem fintar
Não me digam palavras feitas de ti
Porque de ti apenas o indizível será escutado

Não me falem com palavras feitas

De ti

Apenas palavras novas

inventadas

puras

serão permitidas para te escutar

Há seres que se inventam em cada minuto que passa

Outros há que permanecem em escuridão

Tu és dos primeiros

Daqueles que se envolvem na magia do acordar

Se despedem sem dizer adeus

E morrem com a dignidade da coragem

A lucidez de quem não crê em mais nada

À exceção do seu imenso amor

Um pássaro não finge a morte

E tu também não a soubeste fingir nem fintar

Não me digam palavras feitas de ti

Porque de ti apenas o indizível será escutado

Pasmei de angústia, esse caminho estreito que de tanto se estreitar nos comprime e asfixia.
No espelho, vejo o teu reflexo: uma sombra do que tu eras refletida em mim. Dentro de mim. Não te sei ver partir. E que ninguém espere que eu aprenda a ver-te partir.
Alguma vez nos lembramos da lua na transgressão do quotidiano? É quase sempre o sol ou a terra ou ainda o mar com trejeitos de tempestade. 
Em momentos do avesso, busquemos a lua: a tranquilidade despojada e pura da morte que não existe.
Om mani padme hum
(Mother: the most beautiful word in the world)
oil on canvas

Pasmei de angústia, esse caminho estreito que de tanto se estreitar nos comprime e asfixia.

No espelho, vejo o teu reflexo: uma sombra do que tu eras refletida em mim. Dentro de mim. Não te sei ver partir. E que ninguém espere que eu aprenda a ver-te partir.

Alguma vez nos lembramos da lua na transgressão do quotidiano? É quase sempre o sol ou a terra ou ainda o mar com trejeitos de tempestade. 

Em momentos do avesso, busquemos a lua: a tranquilidade despojada e pura da morte que não existe.

Om mani padme hum

(Mother: the most beautiful word in the world)

oil on canvas